Wednesday, August 20, 2008

    Conto sem fim ou crônica sem terminar? Bom, nem isso está definido. Está em processo. Tenho umas idéias aqui pra continuar, mas voltarei em momento oportuno, pois tô sem tempo.

    Enquanto isso, pode continuar o raciocínio.




    Aflaudízio via poesia em tudo. Fazia questão de buscar o pão todas as manhãs, só para ler:
    “Nosso lema é servir bem para servir sempre”
    Pensava: Como pode tanta criatividade, tanta invenção poética!
    “servir bem para servir sempre”
    Isso para ele suscitava questões filosóficas de tamanha complexidade que ficava horas a pensar sobre o fenômeno tempo.

    Imaginava a servidão existente na idade média, pensava nas cortes em que o homem sofria a “coita d’amor ‘ pela mulher do patrão e se deleitava em fazer poesia em homenagem a amada.
    Pensava na frustração daquele servo ao ter a dama distanciada pela presença do seu senhor, a vontade de servi-la para sempre, o ódio pela impotência em não poder pegá-la de quatro e fazer dela uma puta desvairada e gemer metáforas e onomatopéias animalescas em seu ouvido.

    Via poesia nessa frase. Lembrava um tal Pero Vaz de Caminha de que sua irmã comentou outro dia “ Para tão longo amor tão curta a vida ”.
    Devaneava e imaginava-se na presença de Amanda.
    Amanda...ainda direi isso a Amanda...
    Ingênuo, censurava as besteiras que lhe vinham à cabeça...
    Será que ela vai entender?
    Pensava, achava-se meio amalucado
    Todos os seus colegas falando da experiência traumática que teve Ronaldinho, o fenômeno, e ele pensativo.
    Desinbesta, omi! Que cê tem?
    Nada não
    Pensava em Amanda, ora, cabra macho que nem ele falar de seus sentimentos?
    Nem pensar.
    Preferia ficar ensimesmado e soltar um rizinho amarelado para participar de alguma maneira da conversa com os amigos, o fazia por conveniência, afinal, a qualquer momento poderia ser pego pelo marido de Amanda.
    Perguntava a sua irmã mais velha o que ela via naquela frase
    Ué? Se eles lhe servirem bem, você voltará sempre lá com o intento de comprar mais pão!
    Como poderia ela, a mais letrada dos oito irmãos, não entender o que dizia aquela frase...
    Achava que essa sua tara por Amanda era a mesma que sua irmã tinha por um tal de Fernando alguma coisa.
    Não entendo mesmo, ela vive a comentar com minha prima que é apaixonada por Fernando....Pessoa, ela deve saber o que estou sentindo...



    ----??



    ___ QUE SERÁ QUE VAI ACONTECER? CASARÁ-SE ELE COM AMANDA? AGUARDE O PRÓXIMO DE......SERÁ QUE ELE TRARÁ MAIS DE SEU REPERTÓRIO SOBRE SOBRE A LITERATURA UNIVERSAL?

    4 comments:

    devaneios.. said...

    amei!
    Acompanharei os proximos capitulos!
    te achei por acaso no blog e se não me engano nos conhecemos na feijoada no Moacir Thomaz. não?!

    abraço
    Karine

    Anonymous said...

    Adorei ...sou ótima em contos poderia ajudá-lo a escrever ??

    Kelly Castro said...

    Oi,
    Você visitou o blog da minha escola antonio carlos na midia.Sou orientadora de sala de leitura da escola e, muito me chamou a atenção você ser um pesquisador da obra do Mia Couto, fantástico; conheço muito pouco, mas o pouco que conheço eu gosto muito.Você tem alguma dica de um livro mais "didatizado" para trabalhar com o fundamental II?
    klilith@ig.com.br

    Uehara, E. said...

    Olá,

    Muito obrigada pelo elogio!
    Como chegou até o blog?

    Abraços,
    Emmy